
Tatear as próprias trevas entre as cavas nos proporciona a expansão da consciência. Tomar-se num só gole sem vestígios de mistério sempre foi para a humanidade uma espécie de tabu. Se voltarmos a natureza primitiva dos míticos "Adão e Eva", aos vestígios do inconsciente e até mesmo aos estudos do desenvolvimento da consciência humana, podemos analisar que a descoberta do "eu" é o início de uma metamorfose dolorosa e magnífica. Podemos observar esta característica humana nas mais diversas etapas e situações existenciais. A infância é o grande palco, afinal nesta etapa não sabe-se o que o "eu" representa e a sensação mais comum é a de ameaça, principalmente em contextos onde seus pais ou símbolos de proteção não evidenciem alguma presença. Lembra do seu primeiro dia na escola? ou naquela apresentação onde só quem passava segurança eram os rostos mais familiares?









